Ao longo de 47 anos, a Biotur vem revolucionando o ramo de Transporte Marítimo da região da Costa do Dendê, com embarcações que acompanham as tendências e necessidades do mercado, atendendo a todas as normas de segurança exigidas pela Capitania dos Portos da Bahia.

O início dessa história se deu em 1972 quando o fundador da empresa Sr. Lourival Vieira Brito, morador da Vila de Gamboa do Morro, depois de ter trabalhado alguns anos em Salvador, retornou e empreendeu seu primeiro negócio, um bar, conseguiu comprar sua primeira embarcação denominada “Brisa Ligeira”, depois de ser reformada com a ajuda de seus irmãos e de seu pai, José Martins Brito, carpinteiro, deu início a atuação nesse ramo de negócio.

A partir de então, o Sr. Lourival Vieira Brito, passou a fazer o transporte dos comerciantes autóctones da Gamboa até a cidade de Valença, em apenas um horário, saindo às 6:30h e retornando às 12:30h.

Em 1974, constitui-se, a empresa de comércio, Lourival Vieira Brito da Gamboa, onde os funcionários das lanchas eram registrados.

Em 1981, a empresa adquiriu um barco, do Sr. Edval Vieira Brito, irmão do proprietário, o qual foi reformado e adaptado ao transporte de passageiro, dando continuidade a sua trajetória com a “Brisa Veloz”. Entretanto, seus planos de expansão foram interrompidos quando essa embarcação, depois de um problema elétrico, pegou fogo, provocando três meses de inatividade no setor, só retornando após a reforma do referido barco.

Três anos depois, em 1984, a empresa optou pela construção de uma embarcação com dois compartimentos, um inferior e outro superior, uma novidade da época, já que os passageiros eram transportados apenas na parte inferior denominada de “porão”, surgiu então a “Brisa Biônica I” com capacidade para 75 passageiros, atendendo, portanto, ao desenvolvimento da região.

Nos períodos, acima citados, o Sr. Lourival, disputava com dois concorrentes que já faziam esse trajeto para Morro de São Paulo.

Conforme depoimento do Sr. Lourival, muitos esforços eram empreendidos para conquistar a clientela, inclusive, ele viajava levando, até mesmo um só passageiro ou apenas encomendas, o que fazia a diferença, frente a concorrência que só viajava com uma determinada quantidade de passageiros.

Com o surgimento dos primeiros turistas para Morro de São Paulo, o Sr. Lourival, demonstrou ser um precursor, dando início à construção de uma nova embarcação que revolucionou o meio de transporte marítimo da região.

Foi assim que, em 1987, concluiu-se a construção da “Brisa Triônica I”, uma lancha com capacidade para 300 pax, além da possibilidade de transportar grande quantidade de cargas comerciais.

Com o Morro se desenvolvendo rapidamente para o turismo, surgiu a necessidade de se ter um novo barco para atender a demanda, então, em 1989, após comprar um barco de pesca e adaptá-lo ao transporte de passageiro, surgindo, assim, a “Brisa Triônica II” com capacidade para 115 pax.

Quando tudo parecia ir bem e os negócios crescendo, em decorrência a tragédia do reveillon no Rio de Janeiro no ano de 1988, com o Bateau Mouche IV, a Capitania dos Portos da Bahia resolve prender as três embarcações (Biônica I, Triônica I e Triônica II) sem nenhuma justificativa, sendo que as mesmas foram regularizadas pela entidade e atendia a todas as exigências de segurança.

Foram 68 dias de idas e vindas entre Gamboa e Salvador, na tentativa de liberar o exercício do trabalho que era a sobrevivência e o sonho de um comerciante, filho de um carpinteiro.

Tempos depois, com a venda da Brisa Biônica I, a empresa comprou uma lancha e a enquadrou na frota com o nome, “Di Fabrício”, e em 1995 surgiu a última grande embarcação feita de madeira pelo estaleiro da empresa, “Brisa Biônica II”.

Nesse período, várias empresas foram surgindo com os mesmos tipos de equipamentos e barcos de madeira, instituindo novos horários de atendimento. Logo a oferta passou a ser superior à demanda, pois o número de embarcações era superior ao fluxo de pessoas que utilizavam esse tipo de transporte.

Com o rápido desenvolvimento de Morro de São Paulo, despontando-se como grande pólo turístico da Bahia, mais uma vez o Sr. Lourival, grande empreendedor, viu a possibilidade de entrar em um novo negócio, do mesmo ramo, o de catamarãs, (embarcações de duas canoas em suas extremidades), com maior estabilidade, feito de madeira revestida com fibra ou, apenas, com fibra.

Em todo o mundo, catamarã, é reconhecido como um meio de transporte veloz e econômico, preferencialmente utilizado, quando há necessidade de cruzar espaços marítimos com segurança e maior velocidade.

No mês de março de 1996, teve início à construção do Catamarã Gamboa do Morro, em homenagem ao povoado do mesmo nome, onde reside o Sr. Lourival. Essa embarcação levou três anos para ser construído devido à falta de verbas e os insucessos na tentativa de levantar financiamento bancário.

Nesse mesmo ano, foi constituída legalmente a empresa Biotur (Biônica Transporte e Turismo Marítimo Ltda), com CNPJ, Inscrição Estadual e Municipal, havendo a transição nos registros dos funcionários.

Para conquistar o seu intento, o Sr Lourival se viu obrigado a desfazer de uma de suas preciosidades, a embarcação que também era a mais querida pelos seus clientes, a Brisa Triônica I.

Logo depois, em 2002, um novo catamarã foi construído, “Biônico de Tinharé” em homenagem ao arquipélago de Tinharé.

Vale aqui ressaltar uma curiosidade: a origem do nome “Biônica” foi um pedido do filho primogênito do Sr. Lourival que ouviu a palavra em um filme, “Homem biônico”, enquanto que “Triônica”, pelo fato de já existirem duas lanchas com o mesmo nome, substituindo-se “bi” por “tri”.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Ofício CE034–CT073-2021/SEINFRA

A Biotur Transporte Marítimo informa a seus clientes, parceiros e ao público em geral que está acompanhando a situação relacionada à interdição parcial do atracadouro de Morro de São Paulo, determinada pela Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (SEINFRA), após avaliação técnica da estrutura do píer.

De acordo com os órgãos responsáveis, a medida possui caráter temporário, com previsão inicial de até 30 dias, período necessário para a realização de intervenções estruturais que visam garantir maior segurança para moradores, trabalhadores e visitantes.

Durante esse período, o embarque e o desembarque de passageiros continuarão ocorrendo, com reorganização da operação por meio de estruturas auxiliares e do atracadouro flutuante, conforme orientação das autoridades competentes.

Alguns horários poderão sofrer alterações, podendo parte das viagens ser realizada por meio do trajeto semi-terrestre.

Biotur Transporte Marítimo